Sistema Metroviário
Visão geral do sistema metroviário, abrangendo estações, frota, tecnologia de controle e infraestrutura central do Distrito Federal.
O projeto do Metrô-DF é composto por 29 estações, das quais 27 estão em funcionamento. Com uma frota de 32 trens, transporta em média 160 mil passageiros por dia. Toda a via tem extensão de 42,38 km e liga a região administrativa de Brasília às de Ceilândia e Samambaia, passando pela Asa Sul, Setor Policial Sul, Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), Guará, Park Way, Águas Claras e Taguatinga.
A via do Metrô-DF possui o formato de Y. Dessa forma, 19,19 km constituem o eixo principal e interligam a Estação Central (localizada na rodoviária do Plano Piloto) à Estação Águas Claras. Outros 14,31 km compreendem o ramal que parte da estação Águas Claras até Ceilândia Norte. O outro ramal, com 8,8 km, abrange o trecho que liga a estação Águas Claras a Samambaia.
No trecho compreendido entre as estações Central e Asa Sul, a via é subterrânea. As estações operacionais da região possuem passagens subterrâneas que dão acesso às superquadras 100 e 200, e aos pontos de ônibus dos Eixos W e L Sul. A Estação Asa Sul também é integrada com o sistema de transporte rodoviário.
Na sequência, a via atravessa a EPIA, onde fica a Estação Shopping (acesso ao Terminal Rodoviário Interestadual). Segue para o Guará e Park Way até chegar a Águas Claras. Nesse percurso, há trechos de superfície e trincheira. Na Estação Águas Claras a via principal se divide nos ramais com destino a Samambaia (superfície) e Ceilândia (superfície, trincheira e túnel).
Sistema de Alimentação
A energia elétrica utilizada pelo Metrô-DF é fornecida pela Companhia Energética de Brasília (CEB), diretamente de Furnas. Chega a 13.800 V em corrente alternada e é transformada nas subestações retificadoras de energia localizadas ao longo das linhas do Metrô-DF.
Essas subestações retificadoras distribuem os 13.800 V para as estações de passageiros, que os transforma para 380/220 V em corrente alternada, de modo a alimentar os equipamentos, e faz também o rebaixamento/retificação para a alimentação de tração dos trens em 750 V em corrente contínua. Para movimentar os trens, a corrente elétrica é enviada ao terceiro trilho e é coletada por sapatas localizadas nas laterais das composições.
Complexos de Manutenção
As manutenções preventivas e corretivas dos trens do Metrô-DF são realizadas no Pátio Águas Claras, no Complexo de Manutenção, localizado ao lado do Complexo Administrativo e Operacional (CAO).
Há também a mobilização de equipes reservas de técnicos em regime de plantão para o atendimento exclusivo em caso de ocorrência de algum problema nos trens em operação comercial e em qualquer outro sistema.
Pátio Águas Claras: Conta com 12,4 km de vias operacionais, incluindo a via de testes. Possui três acessos à via principal: Ceilândia, Samambaia e Águas Claras. A localização estratégica, na bifurcação das linhas Verde e Laranja, permite uma distribuição eficiente dos trens.
Pátio Asa Sul: Localizado próximo à Estação Shopping, o Pátio Asa Sul serve de base para o recolhimento de trens para pequenos serviços, apoio às equipes de manutenção, linhas de estacionamento de trens, instalações para pessoal e torre de controle de tráfego.
Centro de Controle Operacional (CCO)
O Centro de Controle Operacional (CCO) é considerado o cérebro do Metrô-DF. Nele é feita toda a supervisão e o controle da operação, que inclui subsistemas de tráfego, energia e telecomunicações. Esse controle é totalmente informatizado.
A central recebe, em tempo real, informações sobre a velocidade nas vias, o tempo de permanência nas estações, o fluxo de passageiros e o fornecimento de energia nas vias.
Profissionais qualificados acompanham todas as atividades dos trens através de sensores instalados ao longo da via e de um sistema de comunicação em fibra ótica, garantindo a recepção e a transmissão instantânea de dados estratégicos na malha.
Sistemas de Proteção e Segurança
O metrô é um dos meios de transporte público mais seguros que existem. Toda a circulação de trens nas linhas e pátios, a sinalização, os sistemas auxiliares e a distribuição da energia funcionam sob a vigilância constante do CCO.
Em situações excepcionais, o CCO, em contato com as equipes de técnicos e agentes metroviários, determina rotas alternativas ou a desenergização das vias. Tudo isso é possível pelo Sistema de Sinalização e Controle do Tráfego e o Sistema de Proteção Automática dos Trens, que garantem intervalos regulares e evitam acidentes.
Os sistemas elétricos de comunicação e sinalização trabalham de forma redundante (caso ocorra uma falha no principal, o segundo é imediatamente acionado), operando com índice máximo de disponibilidade.
Acesso Inteligente e Bilhetagem
O acesso às estações do Metrô-DF é controlado por bloqueios eletrônicos avançados de entrada e saída, compatíveis com os mais altos padrões de mobilidade urbana.
Para viajar no metrô, o usuário pode adquirir modernos cartões, como o Bilhete Único e Cartão BRB Mobilidade, nos quais são inseridos créditos de viagem recarregáveis, dispensando o uso de bilhetes de papel e garantindo agilidade nas catracas e controle dinâmico da demanda de passageiros.
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